Enraizadas

Enraizada é aquela que cria raízes, firma na terra. Como uma árvore, a mulher enraizada está em contato com a terra. Está firme em seus propósitos. Ao longo da história, nós, mulheres, fomos aprendendo a como nos comportar e agir: tudo para sermos aceitas pelos homens, pela sociedade e pela cultura machista ainda hoje estruturada na nossa mente e nossos corpos. É atual dizer que cedemos nossas vontades, inclusive sexualmente, por medo de ficarmos sozinhas. Um exemplo disso é que a maioria de nós não tem orgasmo: vivemos em 2017 e ainda carregamos antigos tabus sobre nós mesmas e nossas sexualidades. Os homens também. Muitos deles acreditam, assim como muitas de nós, que ejacular é orgasmo, enquanto a ejaculação acaba por ser somente uma descarga das suas tensões e emoções. Isso é muito triste. A realização sexual é essencial para termos uma vida sadia emocionalmente.

Enraizadas é um grupo para as mulheres se apoiarem a serem firmes em seus propósitos. Enfim, não é um grupo contra homens. É sim a favor do crescimento, queremos romper aquele velho ciclo em que mulheres aceitam pouco dos homens, habituados a ter atitudes mesquinhas – e onde, entre tão pouco, ninguém é capaz de evoluir.

O Enraizadas quer que a gente se despoje da ideia de sucesso que a mídia e a cultura nos impõem. Estar mais em contato consigo mesma. Um grupo para descoberta dos nossos próprios desejos, das nossas vontades despojadas de tantas imposições. Uma vez ao mês, juntar mulheres para que possamos trocar conhecimento, estudar a história do feminino, trabalhar com sessões de bioenergética e meditações que acordem a mulher selvagem de cada uma, sua força mais crua.

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“Com a ‘psique dolorida’ despenteio-me transgredindo ancestrais programações desgarrando-me das mulheres internas que, desde a infância, torcem o rosto para mim pois não me encaixo no molde perfeito de seus sonhos, pois me atrevo a ser esta louca falível, terna e vulnerável…” Gioconda Belli

Punya é terapeuta de bioenergética no Namastê há onze anos, onde se formou. Cursou dois anos de formação da terapia da Humaniversity, na Holanda. No Namastê, facilitou a Escola de Meditação e desenvolveu grupos para mulheres, casais, entre outros. Atualmente, ensina na Formação de terapeutas do Namastê, supervisiona os estagiários de terapia e é terapeuta do Namasteen, grupo de adolescentes que também frequentou. Doula formada pela ANDO/Campinas, é mãe de um filho nascido por parto humanizado e pratica bioenergética e meditações ativas desde os 11 anos de idade.