Cândida, o emocional vetando a sexualidade!

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Eu poderia começar esse texto dizendo que a cândida é uma infecção causada por fungos, que ela acontece quando existe uma baixa imunidade no corpo e que mais ou menos 75% das mulheres tem ou já teve cândida alguma vez na vida. Mas vamos aqui para o papo reto. A gente quer muito saber a o efeito das coisas mas faz vista grossa pras causas reais, e quando a causa diz respeito a nossa sexualidade, aí mesmo que fica mais difícil. por isso a gente escuta e vê muitas mulheres se azucrinarem com cândida repetidamente, tomando remédios sem uma solução para o problema. Aí volta e meia a candidíase está lá, instalada e tirando a paz de quem a tem. A real, é que a cândida tem uma causa emocional forte e os sintomas correspondem a essa causa. Percebe que quando tu vais pesquisar sobre cândida na internet a foto que vem para representar o mal é quase sempre a de uma mulher com as mãos na frente da vagina bloqueando e ou escondendo a passagem, como se dissesse: “Não entre, interditado.” ou: “Não olhe, não pode ver.” (como se fosse algo de se devesse ter vergonha)

Se for olhar mais fundo, pode ser que tu tenhas vergonha do teu corpo, tenhas medo de expor teu corpo, ou uma dificuldade de aceitação da tua sexualidade. Ou também quem sabe tua relação com teu parceiro não esteja tão boa, talvez vocês estejam distantes, talvez até tu tenhas ficado com raivas acumuladas de situações na relação e não falou. Talvez a transa não esteja tão prazerosa, relaxada, talvez ele vá rápido demais aos finalmentes, não consiga ter uma escuta ou uma sensibilidade para perceber as nuances do encontro sexual de vocês dois. E aí isso vai te deixando puta, frustrada… E falar com o parceiro sobre isso é difícil, né? A gente fica com medo de melindrar o parceiro, com medo de perder, quer evitar conflitos, quer evitar brigas, acha que tem transar de qualquer jeito mesmo. Quem sabe da próxima vez melhora? E vai acumulando, mesmo que a gente não queira, a gente vai ficando com raiva da situação, do parceiro, da gente, vai perdendo a vontade dos encontros e se a gente não abre a boca, o corpo padece… Nessa hora ela aproveita, a cândida está lá, instalada e servindo de um álibi perfeito para não transar. Não pode transar com cândida porque ela é transmissível, pode passar pro parceiro, (apesar de não ser uma doença sexualmente transmissível) além do mais ela causa dor e ardência na hora da penetração, ou seja, não dá pra transar assim, fechada para balanço e uma ótima desculpa para dar um tempo nos encontros insatisfatórios e não preenchedores, desculpa perfeita para não entrar conflitos com o parceiro. Mas a raiva está lá, dentro de ti e voltada contra ti. A raiva reprimida virou cândida. Ela tem tanta ligação com a raiva que os sintomas são coceira, ardência,  inchaço, vermelhidão na vulva, tudo quente, pronto pra explodir! Sabe aquela expressão, “ficar vermelho de raiva, estar de cabeça quente, chega a coçar de raiva”? Pois é, é o nosso corpo dizendo e a gente passando por cima, é a gente se submetendo a coisas que a gente não quer. Lembro de quando eu tive cândida, que coçava tanto que dava vontade de coçar até sangrar, vocês já sentiram isso também, né? o que tu sentes? Raiva, né? aquela coceira descontrolada é uma descarga de raiva. Isso não precisa ser voltado contra ti. Se tu expressas tua raiva, se tu entras fundo nas tuas questões sexuais, dificuldades sexuais, se tu falas pro teu parceiro quando o encontro não tá bom pra ti, aposto que a cândida vai bater muito menos na tua porta, além de te fazer entrar em contato com teu poder, com tua capacidade de dizer NÃO, quando não tá bom. Encarar os conflitos traz crescimento e uma relação mais real, talvez o parceiro fique puto, e se ficar puto e não tiver abertura pra te ouvir, vale a pena estar com alguém pra quem a gente não pode dar a real, não pode dizer como se sente? Talvez tu tenhas uma surpresa, a pessoa te escute, só precisava ser comunicado da situação. Enfim, sexualidade mexe com muitas ou todas as áreas da nossa vida, é profunda e precisa ser investigada, conhecida, gostada, precisa de atenção pra que a gente possa viver ela de uma forma mais prazerosa, amorosa, poderosa, com relações/encontros que nos façam crescer e nos levem pro amor. Nessa hora o autoconhecimento é fundamental, entrar em contato com nossos sentimentos, com o que diz o nosso corpo é a saída. Dar limites, expressar o que a gente gosta e não gosta, ser quem a gente é, é saúde pro corpo, pra vida e pro coração. Experimenta te escutar mais, sentir mais e não passar por cima dos conflitos. Experimenta e vê o que acontece!

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